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06 janeiro 2015

Qual o verdadeiro significado dos contos de fadas?

 
 
Era uma vez um estúdio de animação chamado Walt Disney Company, que lançou um feitiço que o permitiu assumir o controle do reino dos contos de fadas e se tornar uma corporação de mídia multinacional maior que o pé-de-feijão de João.

Desde então, gerações de crianças de todo o mundo cresceram assistindo a versões animadas de histórias que durante séculos não estavam nem no papel, e muito menos vinham acompanhadas de uma infinidade de brinquedos caros.

Malévola, a mais recente aposta da Disney na caixa registradora das bilheterias, tenta recuperar o lado negro da história da Bela Adormecida. Com um orçamento de mais de US$ 175 milhões, o filme traz Angelina Jolie no papel da fada má cuja perversidade é realçada por chifres, vestidos vampirescos e bochechas pontiagudas. A narrativa é contada sob o ponto de vista dessa sedutora anti-heroína, e descreve como um coração puro se transformou em pedra por causa de uma dura traição.

Os contos de fadas eram lendas contadas verbalmente. Em seu ensaio Breaking the Disney Spell, o professor de literatura Jack Zipes afirma que essas narrativas abordam temas como "iniciação, adoração, informação e doutrinação". Por isso, se caracterizam por uma simplicidade superficial. São apenas histórias, livres de passagens descritivas e monólogos interiores, e povoadas por personagens que podem parecer unidimensionais. Os bonzinhos são sempre bonzinhos e os malvados, malvados. As imagens que essas fábulas conjuram costumam ser pouco sofisticadas e suas descrições beiram o banal: florestas são densas, princesas são bonitas e por aí vai. Como definiu o escritor Philip Pullman, "não há psicologia em um conto de fadas".

Bem, diga isso a Freud ou a Jung. As histórias podem até não ter uma psicologia explícita, mas observe mais de perto e verá que seus traços psicológicos são difíceis de serem ignorados.

Pense no uso de sonhos em A Bela Adormecida. E isso é apenas o começo no que se refere a essa fábula, em particular. A princesa virginal, a picada da agulha, a cerca espinhosa que brota em torno da jovem e que floresce para o príncipe: a história está embebida em simbolismo psicológico. Se a roca simboliza a penetração, o sangue derramado sugere a menstruação e a cerca viva é a vagina.

Uma vagina com dentes pronta para emascular qualquer príncipe que tentar atravessá-la apressadamente.


Para analistas, 'A Bela Adormecida' traz uma série de simbolismos sexuais
Os contos de fadas mais conhecidos hoje foram recolhidos e recontados em livros por entusiastas como os Irmãos Grimm, E.T.A. Hoffman e Hans Christian Andersen. Ao fazer isso, esses autores codificaram histórias que sempre foram fluidas, passando de uma pessoa a outra, e ganhando ou perdendo detalhes a cada nova narrativa, como em uma brincadeira de telefone sem fio. Mas, uma vez que passaram a ter uma existência escrita, tornaram-se textos que especialistas podiam analisar. E para Freud e Jung, eram tão produtivas quanto a Galinha dos Ovos de Ouro.

Leia mais: Os livros infantis são mesmo inocentes?
Leia mais: Freud de boteco: como os conceitos do psicanalista se popularizam?

Simbologia sexual

Os dois tinham suas teorias sobre por que essas histórias ressoam tão profundamente na psique humana. Para Jung, os personagens são arquétipos, e o motivo pelo qual parecem unidimensionais é porque cada um representa diferentes facetas de nossas personalidades. Para Freud, os contos de fadas têm origem no mesmo lugar que os sonhos, e imagens como florestas e espinhos indicam desejos reprimidos e fantasias não-realizadas. E sendo Freud quem era, tudo tem um fundo sexual.

As ideias de Freud influenciaram fortemente o psicólogo austro-americano Bruno Bettelheim, cujo livro A Psicanálise dos Contos de Fadas se tornou um sucesso no fim dos anos 70. Suas visões continuam populares até hoje, definindo metamorfoses, como a transformação do sapo em príncipe e da menina em pássaro, como uma alusão ao distúrbio da personalidade múltipla, ou ainda as tarefas impossíveis enfrentadas pelos protagonistas como exemplos das relações ambíguas encontradas em famílias problemáticas. Isso sem falar nas figuras paternas dos contos de fadas, geralmente homens fracos, monstruosos ou simplesmente ausentes.

Clássicos recontados

É sempre animador ver essas histórias surradas pelo tempo serem usadas como ponto de partida para novas narrativas, como Malévola.

Michael Cunningham, ganhador do prêmio Pulitzer por As Horas, faz uma referência a Hans Christian Andersen no título de seu mais novo romance, The Ice Queen, que conta a história de um músico batalhador, seu irmão gay e sua namorada terminal. O próximo livro de Cunningham, que deve ser lançado em 2015, reúne histórias curtas que recontam as fábulas mais tradicionais.

"Aqueles que cresceram assistindo às versões da Disney muitas vezes se assustam ao ver tanta morte e violência nos contos originais, e que foram cortadas das animações comerciais. Os contos de fadas são, na realidade, bem obscuros, intensos e estranhos”, diz o escritor.

Se voltar às origens é perturbador, as fontes que as inspiraram deveriam vir com alertas. Charles Perrault é o responsável por boa parte do que conhecemos hoje de A Bela Adormecida, mas sua primeira inspiração foi uma fábula italiana na qual uma jovem virgem cai em um sono tão profundo que não acorda nem ao ser estuprada por um rei que passava pelo local, engravidar e dar à luz gêmeos. Ela só desperta quando um dos bebês acidentalmente suga seus dedos em vez de seu peito. Uma cena forte o suficiente para mandar um leitor desavisado para a terapia.

Leia mais: Mensagens subliminares em músicas: o que é fato e o que é lenda?
Leia a versão original desta reportagem em inglês no site BBC Culture.

18 agosto 2011

Comentários que nos alegram ! ! !

O irmão P.V.H. comentou:

Anônimo disse...

"Sr. Editor, tenha um bom dia. Com todo respeito ao irmão, mas postei um comentário sobre o assunto em tela, defendendo meu ponto de vista, porém até o momento não foi publicado[comentário no qual afirma que não devemos guardar o Sábado]. Vi sua observação sobre a tal de hipócrise, e caso tenha incluído ele nessa categoria ou outra qualquer, que pelo menos me desse uma satisfação, para que saiba o porque não foi postado. Sabendo que és um cristão verdadeiro, desde já agradeço pelas resposta. Grato e o texto ao qual me referi, está assinado conforme abaixo."

PVH.

Prezado irmão P.V.H., Obrigado por sua participação!

Estou muito feliz por seu comentário! Afinal, você afirmou, como destaquei acima, que sou um cristão VERDADEIRO!

Ora, um cristão verdadeiro fala somente a verdade sobre a palavra de Deus. Portanto, convido-o a ler as postagens deste blog que falam sobre o Sábado, verdade esta que você ainda desconhece.

Assim sendo, quando acabar de ler tais mensagens, por certo descobrirá tudo sobre o Verdadeiro, eterno e imutável dia especial de Adoração ao Senhor e passará a guardar o Sábado!

Portanto, estarei aguardando seu novo comentário, cujo conteúdo enaltecerá o fato de você descobrir mais uma verdade bíblica.

Entretanto, se você permanecer em sua descrença quanto ao dia Sagrado, o Sábado do Senhor, mesmo após tais estudos, fazendo afirmações que vão contra o que a Palavra do Senhor claramente revela, saberei por certo que mesmo sabendo a verdade, você está a lutar contra ela, e portanto seus comentários são fruto de uma Hipótese Hipócrita - Hipócrise (neologismo).

Partindo do pressuposto de que você disse a verdade, ficarei ainda mais feliz quando receber seu testemunho sobre como o Sábado passou a ser um dia tão especial para você, como o é para mim, e para o Senhor do Sábado, Jesus (Lucas 6:15).

Att,

EJ, Mensageiro da Verdade.

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